Uma em cada 10 pessoas já teve uma experiência de quase-morte, diz pesquisa

0
90

As experiências de quase-morte são definidas como “experiências perceptivas conscientes”, e incluem várias sensações físicas e espirituais, como alucinações, pensamentos acelerados e um senso de tempo distorcido. E, segundo pesquisadores apresentaram no eventoAcademia Europeia de Neurologia, uma em cada dez pessoas em todo o mundo relatam ter uma experiência de quase-morte (EQM) em algum momento de sua vida.

Os pesquisadores recrutaram mais de 1 mil pessoas de 35 países, que responderam se alguma vez tiveram uma experiência de quase-morte. Em caso afirmativo, eles forneciam mais detalhes por meio da Escala de Experiência de Quase Morte Greyson, um questionário que quantifica mais de uma dúzia de sintomas com perguntas como “as cenas de seu passado voltaram para você” e “de repente você parece entender tudo” para classificar as respostas para determinar se o entrevistado realmente teve ou não uma experiência.

Apesar de 289 pessoas terem relatado ter vivido uma EQM, apenas 106 foram consideradas verdadeiras. As experiências mais comumente relatadas incluíam percepção anormal de tempo (87%), velocidade excepcional de pensamento (65%), sentidos excepcionalmente vívidos (63%) e sensação de separação ou fora de seu corpo (53%).

Analisando estudos anteriores, os pesquisadores encontraram uma associação entre as experiências de quase-morte e o sono REM, uma fase durante o sono em que os olhos se movem rapidamente e o cérebro está tão ativo como quando uma pessoa está acordada. Durante esse período, sonhar é mais vívido e as pessoas podem experimentar um estado de paralisia temporária.

“Nosso achado central é que confirmamos a associação de experiências de quase-morte com a intrusão do sono REM. Embora a associação não seja causalidade, identificar os mecanismos fisiológicos por trás da intrusão do sono REM na vigília pode melhorar nossa compreensão das experiências de quase morte”, afirma o pesquisador Daniel Kondziella.

É importante ressaltar que o estudo não levou em conta afiliações religiosas ou outros fatores sociais e culturais que possam ter um papel na forma como as pessoas percebem vivenciar uma experiência de quase-morte.

 

Fonte: Revista Galileu

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here