Vacina em Alagoinhas. Decisões tomadas de forma precipitada levam a situações mais complicadas do que o fato em si

Segundo Marcos Aragão, a secretária de saúde do município ligou para o prefeito, às vésperas do seu casamento, informando que uma diretora da SESAU tomou a iniciativa de colocar dois médicos na lista de vacinação antes do estabelecido no plano municipal. Rosânia Rabelo, titular da secretaria de saúde, considerou a ação da colaboradora como uma quebra de hierarquia. Indignado, porque tem ordenado que todos respeitem a ordem estabelecida, como ele tem feito, inclusive em relação a sua própria mãe (91), o prefeito exonerou imediatamente a servidora.

Um site publicou o fato mencionando “desvio de vacinas”.  O secretário de comunicação se reportou à titular da SESAU que explicou o ocorrido, não teria havido desvio, mas sim uma decisão que não competia à diretora, ou seja uma questão de ordem administrativa.

Marcus Aragão interrompeu a viagem de lua de mel do prefeito e ouviu dele a confirmação do caso, dizendo que “no seu governo não seria admitido nenhum passo em falso e que quem tiver interesse em ilicitudes é melhor pedir para sair”. Questionado sobre quantas doses e quais pessoas teriam recebido, o prefeito disse “que nem queria saber, que o importante era a moralização do governo”. Ou seja, não se aprofundou na questão.

A meu ver, duas decisões tomadas sem ponderação, de forma precipitada, sem pensar na celeuma que se seguiria ao fato. Tanto pela secretária, quanto pelo prefeito.

Em que pese o comportamento rigoroso de Joaquim ao respeitar a “fila” – que deveria servir de exemplo para todos – essas ocorrências têm que ser investigadas, tem que se ouvir a outra parte, um simples telefonema não deveria ser motivo para uma reação tão forte. O resultado foi colocar o governo da cidade de Alagoinhas mais uma vez na berlinda, inclusive além dos limites da cidade.

A respeito do assunto, recebi a nota abaixo, emitida pela SECOM

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O prefeito de Alagoinhas, Joaquim Neto, exonerou Maria Emília Libório, ex-diretora de Assistência à Saúde, por considerar que a profissional tomou decisões quanto à vacinação de dois médicos sem comunicar à gestora da secretaria.

A administração municipal deve seguir processos internos e obedecer ao organograma hierárquico.

O Plano Municipal de Imunização foi readequado devido ao número reduzido de vacinas destinado a Alagoinhas na primeira remessa das vacinas Coronavac e de Oxford.

O prefeito não avalia, neste momento, o retorno da profissional à função que ocupava ou a outro cargo comissionado da Prefeitura de Alagoinhas.

Prefeitura Municipal de Alagoinhas
Secretaria de Comunicação

Nadia Freire
Editora do jornal e site
Sua Cidade em Revista

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