Vamos abrir o comércio? Com responsabilidade, e sob pena de fechamento se as restrições não forem cumpridas, é possível

Analisando a abertura ou não do comércio local, recebi com preocupação a noticia  do surgimento de um novo caso confirmado de coronavírus em Alagoinhas. No entanto, o fato de ser um caso importado, vez que a contaminação se deu em Salvador, afasta a ameaça de uma contaminação comunitária e ameniza o risco da abertura do comercio.

Claro que comungo com a ideia do isolamento, mas não como está ocorrendo em Alagoinhas, com inúmeros estabelecimentos abertos, ou fingindo que estão fechados mas atendendo de forma precária e sorrateira. Os segmentos que foram autorizados a funcionar não respeitam as restrições ou o fazem de forma displicente, sem um comprometimento real.

Essa situação me levou a pensar que melhor seria abrir todo o comércio, com regras efetivas e rigorosas, do que fingir que estamos realmente vivenciando um isolamento social sério.

Entendo a posição da direção do Núcleo Regional de Saúde Nordeste, é absolutamente correto se opor à abertura do comércio da perspectiva exclusiva da saúde, mas o prefeito tem um espectro mais amplo a considerar. A economia local, que vinha se ressentindo da situação do país em decorrência da política equivocada do governo federal, está sendo derrotada pelo coronavírus, o que se reflete no comércio, e na arrecadação municipal, provocando, em efeito cascata, uma série de problemas que afligem a todos.

Como enfrentar esse dilema? Cheguei à conclusão que melhor seria abrir o comércio, observando rigorosamente as seguintes medidas:

Abre o comércio, mas não as escolas públicas e privadas. Setores da prefeitura continuam funcionando em home office. O transporte alternativo segue suspenso.

As medidas restritivas impostas aos comerciantes devem ser objeto de TAC – Termo de Ajuste de Conduta, assinado com o Ministério Público, pelos dirigentes dos órgãos que representam empregadores e empregados e pela prefeitura, todos responsáveis pelo cumprimento das determinações.  O que se ajustaria no TAC?

  1. A zona azul voltaria a funcionar imediatamente.
  2. O horário de 8h às 10h estaria reservado para os idosos, em todos os estabelecimentos comerciais e o passe livre de idoso só seria aceito nos ônibus nesse horário. Uma campanha intensa através de carros de som nos bairros, sobretudo os periféricos, divulgariam essa informação. Inclusive orientando à população de risco para evitar sair de casa.
  3. Entre 10h e 18h o comércio estaria aberto para todos, exceto idosos. O acesso teria que ser rigorosamente controlado, com trinta pessoas por vez nos grandes estabelecimentos e cinco nos pequenos.
  4. A entrada só seria permitida a pessoas que portassem máscara e todos funcionários obedeceriam à mesma determinação. Álcool em gel teria que ser disponibilizado para uso de todos. Só uma porta de acesso poderá ficar aberta.
  5. O espaço de dois metros de distância nas filas tem que ser rigorosamente cumprido. Tanto fora, enquanto espera a hora de entrar, quanto dentro, na fila do caixa ou nos corredores.
  6. A população tem que ser orientada para não sair em grupo.
  7. Bares e restaurantes continuam funcionando no sistema delivery
  8. Padarias, docerias, cafeterias continuam seguindo a orientação anterior
  9. Os meios de transporte urbano – seja ônibus, taxi, aplicativo ou mototaxi – serão orientados a pedir ao passageiro que use máscara. Essa exigência será amplamente divulgada pela imprensa e por carros de som.
  10. A abertura seria a partir da quinta-feira para possibilitar a tomada de medidas.

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