Volkswagen lança serviço de carro por assinatura

Concessionária da Volkswagen: montadora entra no negócio de carro por assinatura (Pedro Danthas/Volkswagen/Divulgação)

Os pacotes incluem documentação, seguro e manutenção preventiva e dispensam o alto desembolso inicial típico de uma compra de automóvel.

O mercado de carro por assinatura está crescendo e uma das líderes da indústria, a Volkswagen, acaba de anunciar sua entrada no segmento. A montadora alemã começa a oferecer a partir desta quarta-feira, 04, o serviço de aluguel Sign&Drive, com a oferta dos SUVs T-Cross e Tiguan, mas a expectativa é ampliar o alcance para todo o portfólio da marca no futuro.

“Mesmo que hoje o serviço não tenha uma grande demanda, acreditamos que essa é uma tendência que vai se acelerar no Brasil. Lá fora, o modelo de negócio já é um fato. O consumidor vai escolher a forma como quer consumir carro”, afirmou Pablo Di Si, presidente da Volkswagen, em apresentação à imprensa.

Segundo o executivo, o objetivo do novo serviço não é fazer com que os consumidores migrem do modelo tradicional de compra do veículo para o sistema de assinatura. “Nosso foco é o cliente que quer um carro novo sempre, com um modelo que ele veja valor e a proposta de precificação é clara.”

A montadora começará a oferecer o serviço com dois SUVs. Um deles é o T-Cross, que vem ganhando espaço rapidamente desde o seu lançamento no ano passado. Em 2020, o modelo está entre os dez mais vendidos do país e chegou a ultrapassar o invicto Onix, da GM, em julho, tornando-se o líder do mercado naquele mês.

O outro SUV é o Tiguan, um dos modelos mais caros do portfólio da Volkswagen no Brasil.

Os pacotes incluem documentação (IPVA, licenciamento e emplacamento), seguro, manutenção preventiva e franquia de 1.800 quilômetros por mês. No caso do T-Cross, o valor da assinatura por 12 meses é a partir de 1.899 reais mensais. Para o Tiguan, a partir de 3.659 reais no plano de 24 meses.

Segundo especialistas, a principal diferença para o modelo tradicional de compra do veículo é o cliente não precisar desembolsar uma alta quantia para entrada no financiamento. A cultura da “posse”, tão discutida atualmente, também é um fator que será decisivo para o consumidor optar ou não pela assinatura do carro.

O cliente poderá realizar todos os passos para a assinatura do plano pela internet. Após a contratação, a retirada do veículo é feita na loja mais próxima indicada.

O público-alvo do serviço de assinatura são homens e mulheres entre 30 e 45 anos, que buscam carros na faixa de 100.000 a 220.000 reais, com uma boa oferta de tecnologia embarcada.

Atualmente, locadoras de veículos e seguradoras já oferecem carros por assinatura. Montadoras como a Audi e a rede de concessionárias de luxo grupo Osten também. Mas o presidente da Volkswagen afirma que o foco da marca é o consumidor final e descarta esforços para vender o serviço para motoristas de aplicativo, por exemplo.

Modelo de negócio – Diferentemente do padrão no mercado de serviços de assinatura de carros, ao final do contrato a Volkswagen não oferecerá vantagens para a aquisição do veículo pelo cliente.

Os carros que forem devolvidos serão vendidos dentro da rede de concessionárias da marca, que é parceira da montadora para a oferta do serviço, juntamente com o Banco Volkswagen.

“Essa é uma das nossas vantagens, a enorme capilaridade da Volkswagen, com quase 500 pontos de venda no país”, afirma Di Si.

Segundo a empresa, os carros entregues no modelo de aluguel por assinatura serão faturados como venda direta (ou corporativa) ao Banco Volkswagen.

Mercado – De acordo com Di Si, este será um ano muito difícil para a indústria automotiva, mesmo com a retomada registrada nos últimos meses. Ao mesmo tempo em que as montadoras estão ajustando estoques, varejo e locadoras reclamam da falta de modelos disponíveis para compra.

“Decidimos há alguns meses reduzir o estoque físico para preservar capital de giro. Com o câmbio atual, a pressão de custos é muito grande”, afirma o executivo.

Enquanto isso, a cadeia vem se reorganizando. “As montadoras estão escolhendo dar menos descontos”, afirma Di Si, o que inclui as locadoras, que relatam justamente a redução dos níveis de descontos. “De forma geral, vai levar um tempo para a cadeia produtiva se acomodar, mas isso é natural.”

 

Fonte: Revista Exame

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