Wagner chama Haddad de “presidente” e sugere ignorar falas de Bolsonaro

Senador Jaques Wagner

Mesmo com a decisão do PT de adotar o “Fora, Bolsonaro”, o senador petista Jaques Wagner sugeriu nesta quinta-feira, 23, repercutir menos as declarações do presidente da República. “Acho que a gente tem falado demais dele. Falar de coisa ruim para quê? Acho que um pouco de desprezo é o melhor remédio. Tudo que ele quer é criar um ringue para ter um adversário e sua torcida organizada a seu lado”, defendeu Wagner, em transmissão da TV PT Bahia.

“Claro que a gente tem que formular o que quer, mas prefiro não falar o nome de coisa ruim”, acrescentou o senador. Para o ex-governador da Bahia, é preciso ignorar “as palavras” de Bolsonaro e “interditar os seus atos” via Congresso ou Supremo Tribunal Federal (STF). “Ele foi treinado para ser soldado, que mata ou morre”, comparou.

Chamado de “presidente” por Wagner, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) também participou da transmissão. Candidato derrotado por Bolsonaro no segundo turno em 2018, Haddad é tratado como provável candidato da sigla na eleição presidencial de 2022. Outro petista que já se colocou à disposição para concorrer ao cargo é o governador Rui Costa.

Haddad afirmou que o PT não tem adotado o “quanto pior, melhor”. Segundo o petista, caso fosse essa a estratégia da sigla, bastaria apoiar os projetos do governo. “Já estamos fazendo diferente. Pelo Bolsonaro, teríamos aprovado uma ajuda emergencial de 200 reais. Se não fosse o PT e os partidos de oposição, não teríamos aprovado uma ajuda de 600 a 1.200 reais”, exemplificou.

Na defesa das administrações petistas, Haddad afirmou que, “se não fossem as reservas cambiais acumuladas nos nossos governos, esse país estaria quebrado, de pires na mão”. “Metade dos leitos de UTI desse país foram criados no nosso governo”, acrescentou.

 

Fonte: Jornal A Tarde

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